Coméquipodi?
ou, como as notícias do dia-a-dia afetam a nossa vida.Arquivo para Maio, 2008
Sony do Brasil é obrigada a ouvir os clientes!
Como me afeta: Parece ser um precedente interessante… O atendimento ao cliente da maioria das empresas brasileiras é uma piada. É legal ver a justiça obrigando alguém a atender direito!
O busão se atrasa, mas avisa!
Como me afeta: Achei legal a idéia… Me pergunto quando a Carris vai fazer. Mas isso também não resolve o problema. Quero ver é quando o busão mandar um sms dizendo que tá chegando. Ai sim vai ser útil!
Finalmente investimentos em infra. Será que ainda adianta?
Como me afeta: Faz horas que a pedra da falta de infra-estrutura tá lançada. Falta é ver resultados. Parece que está vindo, mas num ritmo que não ajuda muito. Meu maior medo é ver essas obras começarem e o dinheiro (ou a demanda) secar, e ai ficamos com mais uma porção de obras sucateadas por ai e algum empreiteiro bem rico e feliz. Se é pra fazer, é bom começar logo! E terminar logo também…
A gente tem que rezar todo dia pra não se tornar alvo de uma missão humanitária aliada!
Como me afeta: O Brasil tem água, etanol e petróleo. Três das substâncias mais valiosas do nosso século. Se não fosse o tamanho e a posição política relativamente neutra, tenho certeza que os irmãos do norte já estariam olhando com olhos gulosos pro nosso lado… Mas a grande riqueza do novo milênio é a tecnologia e nisso ou Brasil não se destaca tanto… Ou se destaca? Não basta a diversidade da Amazônia, que sempre encantou a indústria farmacêutica, agora temos o besouro que produz naturalmente um material que nenhum laboratório conseguiu fazer, e que, se utilizado na fabricação de computadores, daria origem a uma geração de máquinas absurdamente mais rápida que a atual… aiaiai… Depois eu me pelo de medo e dizem que eu sou louco!
Twitter enfrenta problemas de performance. Em outras notícias: O que é o Twitter?!?
Atualização: O Baguete tentou explicar o Twitter também.
Como me afeta: O Twitter é um servicinho bacaninha, que quando chegar no Brasil, aposto que vai estourar como o orkut fez. É basicamente um site que recebe mensagens curtas que tu envia de qualquer mídia (celular, sites associados, etc.) e repassa para os teus “seguidores”, assim teus amigos ficam sabendo o que tá rolando, mesmo sem falar contigo. Ele tem causado alguns fenômenos sociológicos interessantes, como dois amigos decidindo tomar umas cervejas num boteco se transformar em uma festa de uma hora pra outra, por que todo mundo ficou sabendo e foi também. Mas o Twitter não vai chegar no Brasil tão cedo, por que tem algo muito errado com os servidores deles… E eles não sabem o que é. Eu trabalho bastante com performance (a velocidade e o número de requisições que um sistema consegue atender) e sei bem pelo que eles tão passando… As vezes demora pra tu botar o dedo no problema, e as vezes a solução é quase tão ruim quanto o problema. Isso tudo com uma galera te pressionando para resolver, por que, honestamente, tá ruim. Boa sorte pro Twitter!
Rumo a visita número 1000!
Como me afeta: Pode não parecer muito… Aliás, não é um monte em termos de internet, mas pra mim significa muito! Não achei que visitante algum quando inventei o blog, e a resposta até foi bem positiva. Mas eu quero mais… Eu quero o mundo! Contem para os seus amigos, comentem, sugiram, reclamem. Só continuem visitando!
Uma luz no fim do longo túnel do atraso tecnológico
Como me afeta: Uma das minhas maiores frustrações com tecnologia é o tempo que leva paras as novidades chegarem no Brasil. Os sites e aplicações mais interessantes se tornam inúteis por aqui por não terem massa crítica de usuários. Coisa semelhante acontece com produtos eletrônicos. O caso mais gritante é o fato de eu não poder compra músicas pelo iTunes e ter que inclusive me aproveitar de um defeito do site para fazer coisas triviais como baixar a capa de um álbum. A vinda do Gizmodo pode indicar que esse mercado está se tornando um pouco menos insipiente. Ou pode não dar em nada…
O profeta do apocalipse
Como me afeta: Achei interessante esse artigo sobre Thomas Malthus, um cara que eu ouvi falar pela primeira vez nas aulas do prof. Barreto no Unificado e desde então vejo de tempos em tempos quando o assunto é sustentabilidade. Como sempre um excelente texto do “The Economist”. Tenho ouvido falar bastante da crise de alimentos e isso tem implicações até que bem diretas na minha vida, obviamente. Dá um certo alívio ver gente que eu respeito dizendo que ele está errado, mas é importante notarmos, também que temos que atender diversas condições para evitarmos o destino que ele previa…
Fôlego para as universidades federais
Como me afeta: Esse me afeta mesmo! Tou envolvido em um projeto para documentar o processo de matrícula na UGRGS pelo meu mestrado, e o Reuni é um dos motivos para essa iniciativa e afeta algumas decisões. Parece ser uma atitude séria para de fato aumentar o número de bacharéis com educação de qualidade. Já estava na hora!
Hora de decisão
Como me afeta: De tempos em tempos a humanidade chega nessas encruzilhadas que a ciência apresenta. Dessa vez é algo que a ficção já inventou a anos… Modificação genética de seres humanos. Era meio inevitável que isso acontecesse, já que estamos modificando geneticamente vários outros seres vivos já a algum tempo. Na prática, os cientistas estavam limitados apenas pela sua consciência. A questão agora é… Permitir ou proibir.
Na minha opinião, por bem ou por mal, tem que permitir. Se os cientistas qualificados e éticos não fizerem, alguém pouco qualificado e pouco ético vai fazer. Mas no fim das contas, por mais que a humanidade nos dê repetidas provas de que devemos ser pessimistas, a maioria das grandes encruzilhadas éticas acabou se provando menos terrível que o anunciado. Por sorte, existem mais cientistas éticos que loucos.
As oportunidades, é claro, são empolgantes. Tantos pais morrem de medo de passar doenças genéticas para seus filhos, tantos acidentes podem ser reparados, tanto sofrimento evitado. Agora… O debate é essencial, se não para proibir ou permitir, ao menos para decidirmos como sociedade o que consideramos certo ou errado. E para lembrar os médicos geniais que vão se valer desses recursos, que eles não são Deus…